Duvidas Frequentes


Geralmente sim. Os antibióticos, antiinflamatórios, antiagregantes e anticoagulantes por exemplo, interferem nos testes de coagulação do sangue como o de agregação plaquetária e os pré-operatórios. Portanto a utilização de qualquer medicamento deve ser informada ao atendente do laboratório antes da realização do exame. Vale lembrar que somente o médico poderá prescrever a suspensão de um medicamento.

Não. A utilização do cigarro antes da realização do exame infere diretamente em exames como os de agregação plaquetária, curva glicêmica e glicemia. Nesses casos não fume antes do exame laboratorial.

Sim. Alguns exames, aliás, são solicitados exatamente porque a pessoa está com febre. A intenção é verificar se alguma infecção é a responsável. Porém, em algumas circunstâncias, a doença responsável pela febre pode interferir nos exames destinados a avaliar aspectos metabólicos e imunológicos.

Não. Mas sugere-se tomá-la com moderação. O excesso pode causar interferência em alguns procedimentos.

Sim. Portanto, o ideal é coletar a urina fora do período menstrual, no mínimo três dias após o término da menstruação, e antes do início do tratamento médico com cremes ou óvulos vaginais. Caso o exame seja urgente, faz-se necessário o uso de tampão vaginal e uma rigorosa assepsia (higiene) no momento da coleta, para diminuir a possibilidade de interferência de sangue ou dos outros produtos citados no resultado do exame.

Não. Também não precisa ser a primeira evacuação do dia. Isso vale para todos os tipos de exame de fezes. Para a comodidade do cliente é melhor o que material seja colhido em casa, em frasco fornecido pelo laboratório e acondicionado na geladeira até a hora de levar ao laboratório.

Preferencialmente sim e a critério do seu médico, mas se não for possível, a urina poderá ser colhida em qualquer horário do dia, mas com um cuidado antes do exame: permanecer no mínimo 2 horas sem urinar. Para exames de cultura de urina o material deve ser colhido no laboratório ou entregue em no máximo 15 minutos.

Sim.O primeiro jato de urina traz células, secreções e bactérias da flora normal que podem estar presentes na uretra. Principalmente no exame de cultura de urina (utilizado para identificar infecções) é importante que o material a ser examinado não esteja “contaminado” com material uretral. Coletando o jato médio é quase certo que o laboratório estará recebendo para análise apenas o material que estava na bexiga.

Em alguns exames o esforço físico pode interferir, como é o caso da glicemia e a dosagem do Fator VIII da coagulação. A glicemia reflete a quantidade de açúcar (fonte de energia) no sangue. Dessa forma, sempre que o organismo precisar de mais energia (esforço físico, stress) há grande alteração nas velocidades de produção e consumo de açúcar.

Sim, desde que se obedeça ao tempo estipulado de jejum. Vale lembrar que para alguns exames a coleta deverá ser realizada no período da manhã, devido à dependência do ciclo biológico, como é o caso do cortisol, ACTH (hormônio adrenocorticotrófico), entre outros.

Para entender a resposta é importante que se tenha em mente que os exames de laboratório refletem o estado fisiológico do paciente no momento da coleta e que esses exames seguem um valor ou intervalo de referência. Esse valor ou intervalo de referência foi padronizado seguindo um conjunto de critérios denominados pré-analíticos, como por exemplo: dieta, tempo de jejum, variações cicardianas, fase do ciclo menstrual, atividade física, stress emocional, uso de medicamentos, etc. Portanto, para que os valores de referência sejam compatíveis é necessário que o paciente esteja o mais próximo possível de seu estado “normal”, ou seja, dentro dos critérios exigidos pelo exame. A boa prática laboratorial recomenda que, para a maioria dos exames de sangue, a coleta seja realizada após um período mínimo de 4 horas de jejum para o indivíduo adulto. Crianças e recém-nascidos devem ter esse prazo reduzido para o intervalo entre uma mamada e outra ou, dependendo do exame, até mesmo dispensado. Ainda pode haver necessidade de orientação específica de acordo com o exame. Desta forma, como em outros aspectos do atendimento médico, as regras não podem ser generalizadas e aplicadas rigorosamente. Cada paciente, cada exame e cada situação deverão ter suas particularidades analisadas de maneira que se obtenha confiabilidade nos resultados das análises.

O que ocorreu é um hematoma que, neste caso, não é grave. É um extravasamento de sangue da veia. Isso pode ocorrer em determinadas situações tais como: veias finas, delicadas ou com muita pressão, falta de compressão no local da punção (“agulhada”) ou uso de medicamentos como Marevan, Marcomar, AAS, etc. Para minimizar a possibilidade de ocorrer o hematoma deve-se após a coleta manter o braço esticado comprimindo o local da punção. Não se deve, no entanto, esfregar o local.

Após exame clínico, o médico solicitará exame complementar para confirmar ou afastar o diagnóstico inicial. Poderá ser requerido, ainda, com objetivo de detectar precocemente determinada doença e/ou identificar fatores de risco, ou para monitorar evolução de doenças existentes.

Porque a interpretação de um resultado laboratorial requer uma correlação entre os dados clínicos, epidemiológicos uso de medicamentos, idade e sexo do paciente e muitos outros. Somente o médico tem condições de fazer uma análise correta de todos estes fatores.