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Descoberta pode criar antidepressivo exclusivo para cada paciente

01 - 04 - 2014



Uma nova descoberta feita por pesquisadores da Universidade Tel Aviv possibilitará prescrever
antidepressivos mais eficazes com base em um simples exame de sangue, evitando o longo e penoso processo de ajuste de medicação feito por tentativa e erro. Trata-se de um estudo genético que sugere que a depressão pode ter como causa não a falta de serotonina, mas danos nas sinapses (ligações entre os neurônios) cerebrais.
 
Os cientistas foram capazes de identificar genes em células do sangue que estão ligadas à criação de receptores nas células cerebrais e que respondem de forma diversa aos antidepressivos, dependendo da pessoa. O estudo, realizado pelos médicos Noam Shomron e David Gurwitz, poderia mudar a percepção sobre as origens da depressão e os mecanismos que a desencadeiam.
 
“A maioria dos estudos sobre depressão supõe que a sua principal causa é a falta de serotonina no cérebro. Nossa abordagem é totalmente diferente; olhamos para todos os genes do genoma humano – cerca de 25 mil – para ver quais são os atingidos por antidepressivos. 
Acreditamos que a diversidade genética das pessoas se reflete em sua resposta aos medicamentos”, disse o dr. Noam Shomron.
 
Essa visão poderá levar a um novo tipo de antidepressivo
que, em vez de aumentar os níveis de serotonina no cérebro, poderá melhorar o processo.

Fonte: Revista  LabNews (Março 2014)